Chuvas deixam cidade alerta para risco de epidemia de dengue Índice de Breteau indica grande número de criadouros na cidade.
A Vigilância Epidemiológica de Mogi Mirim alerta para risco de epidemia de dengue.
Segundo a enfermeira Daniele Tonietti Miguel, a preocupação se deve às chuvas contínuas e ao resultado do último índice de breteau realizado no mês passado.
Mogi Mirim está com índice 2,01 que é considerado médio, ou seja, que a cidade possui criadouros suficientes para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti – transmissor da dengue.
Ao todo, 1540 imóveis foram visitados.
Na área 1, que compreende o Mirante até o Aterrado, os criadouros mais comuns foram materiais inservíveis e vasos de plantas. Em quase todos, foram encontradas larvas do mosquito.
Na área 2, entre o Bairro da Saúde e Tucura, vasos de plantas são os principais criadouros.
Na área 3, Entre o distrito de Martim Francisco e Jd. Regina, o pneu liderou.
Daniele disse que, neste momento, o foco é mobilizar a população para retirar dos quintais, todos os recipientes e materiais que possam acumular água. “Com as chuvas volumosas e temperaturas altas, corremos o risco de iniciar uma epidemia. Basta ter a circulação viral que já ocorre na região, principalmente em Campinas”, disse.
Mogi Mirim registra quatro casos confirmados desde o início do ano. Porém, o número de suspeitos, segundo Daniele, já alcança 153 casos.
A enfermeira disse que várias ações são desencadeadas a fim de evitar a dengue, mas de acordo com ela, muitas pessoas não têm colaborado com a vigilância. “A recusa na visita do agentes de saúde, por parte da população, está aumentando. É fundamental solicitar que a população receba os profissionais e ajude na condução dos trabalhos, evitando a doença”, salientou.
AÇÕES
Além das ações de rotina, realizadas nos quatro cantos da cidade, nos próximos dias, as atenções de combate à dengue estarão voltadas ao Jd. Santa Luzia, na Zona Norte.
Por ser um setor considerado de risco para a transmissão da dengue, devido ao número de criadouros e casos positivos nos últimos anos, a vigilância montou um plano de intensificação das ações específicas para o Santa Luzia.
A proposta é promover um mutirão de limpeza para o controle de criadouros em imóveis e terrenos baldios, mobilizar grupos religiosos para que, em conjunto com as agentes comunitárias de saúde, conscientizem a população a não deixar água parada, além de intensificar as visitas em imóveis fechados.
Daniele disse que está mobilizando as agentes e outros colaboradores para colocar o plano em prática. A VE também espera que as chuvas deem trégua para iniciar as atividades.
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