Obra de vanguarda para aquela época visava dar fim ao problema no abastecimento que era precário; toda água retirada do córrego do Lavapés posteriormente passou a ser coletada no rio Mogi Mirim, na Vila Santa Elisa.
Primeiro serviço de tratamento completou 50 anos em 2005
O Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE) completou, no dia 25 de dezembro de 2005, 50 anos de construção de seu primeiro sistema de tratamento e distribuição de água do município.
A obra foi realizada pelo ex-prefeito José Teóphilo Albejante, o Bepe, que através de um convênio com a Secretaria da Viação e Obras Públicas e a Caixa Econômica Estadual conseguiu liberar os recursos para viabilização da obra. Na ocasião, o deputado Paulo Teixeira de Camargo e o governador Lucas Nogueira Garcez tiveram papel determinante na realização da obra.
As instalações foram inauguradas com pompa, afinal, além de uma estrutura de vanguarda para a época, equipamentos importados da Alemanha e Estados Unidos foram adquiridos pelo serviço de água e esgoto. Na ocasião, o Saae não era uma autarquia e sim um departamento.
Todo esforço realizado por Albejante naquela ocasião visava evitar que a cidade passasse novamente pela calamidade registrada em 1952, quando os mananciais se limitaram a um pequeno fio d’água. A preocupação era garantir água para todos com qualidade.
Para isso, foram instalados novos tubos na rede distribuidora e filtros que mantinham a qualidade do produto. Uma enorme caixa em alvenaria foi construída – onde hoje funciona a sede da autarquia - e a água bruta era decantada e clorada antes da distribuição.
Toda água que servia a cidade na década de 50 era coletada no Rio Mogi Mirim. O material era bombeado para os depósitos localizados na parte alta da rua Monsenhor Nora, percorrendo cerca de dois quilômetros, antes do tratamento. De lá, o abastecimento era feito por gravidade, já que na ocasião o bombeamento era precário devido à constante falta de energia elétrica.
Autonomia
Em matéria publicada por A Comarca no dia 1º de janeiro de 1956, o prefeito Albejante revelou que o novo serviço de água do município havia ampliado sua autonomia, o que daria aos governantes daquela época folga para atender a demanda.
Dados veiculados pela imprensa revelam que em 24 horas de consumo a cidade não atingia dois mil litros. Com base nestes dados, a administração decidiu construir um reservatório com capacidade para um volume superior ao da demanda daquela época.
Desde sua criação até hoje, a autarquia foi passando por processos de ampliação e modernização, aumentando sua capacidade de atendimento à população e melhorando a qualidade de seus serviços.
Na década de 70, a ETA (Estação de Tratamento de Água) possuía dois decantadores, com capacidade para 1460 metros cúbicos de água. Em 1985, foram construídos outros dois, dobrando a capacidade de produção.
O processo de tratamento da água também foi sendo aperfeiçoado durante todo esse tempo. No ínício, o tratamento era feito com sulfato de alumínio granulado. Após, o processo passou a utilizar esse mesmo elemento, porém líquido. Com a modernização do processo, atualmente o tratamento da água é feito com cloreto férrico. Outro avanço na melhoria da qualidade da água que é distribuída à população ocorreu em 1983, quando foi implantada a fluoretação da água.
Atualmente, 100% da cidade recebe a água tratada pelo Saae de ótima qualidade, que é analisada nos laboratórios construídos em 1998.
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